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PADRÃO DA RAÇA

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
TRADUÇÃO: Christian Roos Paz.
REVISÃO: Claudio Nazaretian Rossi.
PAÍS DE ORIGEM: Suíça.
DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL VÁLIDO: 04.04.2016.
UTILIZAÇÃO: Companhia, guarda e de fazenda.
CLASSIFICAÇÃO F.C.I.: Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer - Raças Molossóides
- Cães Montanheses Suíços e Boiadeiros.
Seção 2.2 - Raças Molossóides - Tipo Montanhês.
Sem prova de trabalho.
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Roberto Cláudio Frota Bezerra
Presidente do Conselho Cinotécnico

Importante: Essa tradução é apenas para gerar uma facilidade aos interessados
que não dominam os idiomas oficiais da FCI.

 

Atualizado em: 12 de abril de 2017.

SÃO BERNARDO
(St. Bernhardshund / Bernhardiner)

BREVE RESUMO HISTÓRICO: No alto da grande passagem de São Bernardo, 2469 metros acima do nível do mar, um hospício foi fundado por monges no século 11 como um lugar de refúgio para viajantes e peregrinos. Lá, grandes cães de montanha foram mantidos desde os meados do século 17 para a guarda e proteção. A existência de tais cães foi documentada pictoricamente desde 1695 e em um documento escrito no hospício no ano de 1707. Os cães logo foram em uso como cães de companhia e
especialmente como cães de resgate para os viajantes perdidos na neve e em nevoeiros.

As crônicas sobre as numerosas vidas humanas salvas por estes cães da "morte branca", publicadas em diversos idiomas, e os relatórios verbais dos soldados que atravessaram a passagem com o exército de Bonaparte em 1800, difundiram o fama do São Bernardo, chamado naquele tempo de cão Barry, por toda a Europa durante o século 19. O lendário cão «Barry» tornou-se o epítome do cão de resgate. Os antepassados diretos do São Bernardo eram os grandes cães de fazenda comuns naquela região. Dentro de algumas gerações e visando um tipo ideal definido, estes cães foram desenvolvidos para o atual tipo de raça.

Heinrich Schumacher, da cidade de Holligen, perto de Berna, foi o primeiro a começar a emitir documentos genealógicos para seus cães em 1867.

Em fevereiro de 1884 o "Schweizerisches Hundestammbuch" (SHSB), o livro de registro suíço, foi iniciado. O primeiro registro foi a São Bernardo "Leon", e os 28 registos seguintes também foram de São Bernardos. No dia 15 de março de 1884, o St. Bernards-Club foi fundado na Basiléia. Por ocasião de um congresso canino internacional em 2 de junho de 1887, o cão São Bernardo foi oficialmente reconhecido como uma raça suíça e o padrão da raça foi declarado como obrigatório. Desde então, o São Bernardo tem sido considerado como o cão nacional suíço.

APARÊNCIA GERAL
Existem duas variedades do São Bernardo:

Ambas as variedades são de tamanho considerável e de aparência impressionante.

Têm um corpo equilibrado, poderoso, resistente, muscular com cabeça impressionante e uma expressão facial de alerta.

PROPORÇÕES IMPORTANTES

 

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: Amigável por natureza.
Temperamento de calmo a astuto; vigilante.

CABEÇA: Poderosa, imponente e muito expressiva.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: Forte, largo, visto de perfil e de frente ligeiramente arredondado. Quando o cão está em alerta, o encaixe das orelhas e o topo do crânio formam uma linha reta, que se inclina nos lados em uma curva para as bochechas elevadas e fortemente desenvolvidas. A testa caindo abruptamente em direção ao focinho. O osso occipital somente moderadamente desenvolvido, e as cristas superciliares bem desenvolvidas.
O sulco frontal, que começa na base da testa, é distintamente desenvolvido e corre no meio do crânio.

A pele da testa forma pequenas rugas acima dos olhos que convergem para o sulco frontal. Quando o cão está em atenção, são moderadamente visíveis; em contrário, eles são bastante imperceptíveis.

Stop: Distintamente pronunciado.

REGIÃO FACIAL
Trufa: Preto, largo e quadrado. Narinas bem abertas.

Focinho: De largura uniforme. Ponte nasal em linha reta, com leve sulco.

Lábios: Borda dos lábios pigmentada da cor preta. Beiços da maxila superior são fortemente desenvolvidos, firmes e não muito pendulares, formando uma ampla curva em direção à trufa. Os cantos da boca permanecem visíveis.

Maxilares/Dentes: Maxilares superior e inferior são fortes, largos, e iguais em comprimento. Mordedura em tesoura ou pinça (torquês) bem desenvolvida, regular e completa. Boca bem ajustada com prognatismo inferior sem nenhum espaço entre os incisivos inferiores e os superiores é aceitável. Ausência de PM 1 (pré-molar 1) e M3 é tolerado.

Olhos: De médio porte. Cor marrom escuro a castanho. Olhar moderadamente profundo com uma expressão amigável. Aperto natural de pálpebras é desejável. Uma dobra angular muito pequena na pálpebra inferior com a terceira pálpebra apenas ligeiramente visível, assim como uma pequena dobra na parte superior é permitida. As bordas dos olhos são completamente pigmentadas.

Orelhas: De tamanho médio, inseridas altas e largas. Cartilagens fortemente
desenvolvidas. As orlas são flexíveis, triangulares, com as extremidades arredondadas. As bordas traseiras são ligeiramente em pé, e as bordas dianteiras são assentadas próximo às bochechas.

PESCOÇO: Forte e de comprimento suficiente. A barbela e pele solta no pescoço são moderadamente desenvolvidas.

TRONCO
Aparência geral: A aparência geral é imponente, equilibrada, impressionante e bem musculosa.

Cernelha: Bem definida.

Dorso: Largo, forte, firme. Linha superior é reta e horizontal até o lombo.

Garupa: Longa, pouco inclinada, fundindo suavemente com a raiz da cauda.

Peito: Ponta do peito moderadamente profunda com costelas bem arqueadas, mas não em forma de barril. Não se projeta abaixo do nível do cotovelo.

Peito: Ponta do peito moderadamente profunda com costelas bem arqueadas, mas não em forma de barril. Não se projeta abaixo do nível do cotovelo.

Linha inferior e ventre: moderadamente esgalgado para trás.

CAUDA: Definida como larga e forte. Cauda comprida e pesada. A última vértebra alcançando pelo menos a articulação do jarrete. Quando em repouso, a cauda pende para baixo ou ligeiramente para cima no seu terço final. Quando animado, é conduzida mais alta.

MEMBROS

ANTERIORES
Aparência geral: Vistos de frente os braços são retos e paralelos. Verticalmente é moderadamente largo.

Ombros: Escápulas oblíquas, musculosas e bem unidas à parede torácica.

Braços: Mais compridos que as escápulas. O ângulo entre a escápula e o braço não é muito brusco.

Cotovelos: Bem fechados.

Antebraços: Retos, ossos fortes, com musculatura magra.

Metacarpos: Vistos de frente são verticais, no prolongamento dos antebraços; vistos de perfil, são ligeiramente oblíquos.

Patas: Largas, com dedos fortes, unidos e bem arqueados.

POSTERIORES

Aparência geral: Musculosos, com angulação moderada. Visto por trás, as patas traseiras são paralelas e não permanecem de pé juntas.

Coxas: Fortes, musculosas, largas.

Joelhos: Bem angulados, não se voltando para dentro nem para fora.

Pernas: Inclinadas e bastante longas.

Jarretes: Ligeiramente angulados, firmes.

Metatarsos: Quando vistos por trás são retos e paralelos.

Patas: Largas, com dedos fortes, unidos e bem arqueados. Os ergôs são tolerados se não dificultarem o movimento.

MOVIMENTAÇÃO: Movimento harmônico de longo alcance com boa condução dos membros posteriores, e o dorso permanece estável e firme. Os patas dianteiras e traseiras se movimentam para frente em linha reta.

PELAGEM
Pelo:

 

Cor: Cor principal branca com manchas vermelho-claras maiores ou menores (cães de pelagem manchada) a um contínuo manto vermelho claro a escuro cobrindo o dorso e flancos (cães com manto). Um manto falho castanho avermelhado é de mesmo valor. Uma cor rajada castanho avermelhada é permitida. Amarelo acastanhado é tolerado. Sombras escuras na cabeça são desejáveis. Um leve toque de sombreamento preto no corpo é tolerado.

Marcações brancas obrigatórias: Peito, patas, ponta da cauda, faixa do focinho, listra na cabeça e mancha no pescoço.

Marcações desejáveis: Colarinho branco. Máscara escura simétrica.

TAMANHO
Altura na cernelha:
Para machos - mínimo 70 cm.
Para fêmeas - mínimo 65 cm.
Para machos - máximo 90 cm.
Para fêmeas - máximo 80 cm.

Os cães que excederem a altura máxima não serão penalizados, desde que a sua aparência geral seja equilibrada e o seu movimento seja consistente.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

 

FALTAS GRAVES

 Braços torcidos ou seriamente virados para fora.

FALTAS DESQUALIFICANTES

 

NOTAS:

As últimas modificações estão em negrito.

ASPECTOS ANATÔMICOS

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